No próximo domingo (8), a segunda edição do Projeto Concha Negra será comandada pelo bloco afro Muzenza, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), às 18h. O espetáculo terá como convidados especiais os cantores Chico César e Saulo, além de abertura com desfile de moda de N Black e AfroBapho.

Iniciativa do Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), através do próprio TCA e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), e em alinhamento com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o projeto garante o lugar da música afro-baiana na programação mensal deste que é o maior complexo cultural da Bahia.

Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e podem ser adquiridos no site Ingresso Rápido, na bilheteria do Teatro Castro Alves ou nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista.

O Muzenza Grêmio Recreativo e Cultural surgiu no bairro da Liberdade, em 5 de maio de 1981, como um tributo a Bob Marley. A inspiração vem deste legado cultural afro-jamaicano e suas mensagens libertárias que invadiram o Brasil nos anos 1980, aproximando os afro-baianos desta realidade similar. Muzenza é um termo de origem bantu-kikongo, significa Yaô do Nagôs, nome dado aos iniciados no candomblé de linha de Angola.

Os primeiros momentos do bloco revelaram um afro cantado, que busca emergir um mundo acessível e visível às comunidades carentes de Salvador e em defesa do povo negro. Traz uma mensagem libertária que, no carnaval, explode o reggae nas ruas com sua banda percussiva que varia em ritmos que fundem elementos do suingue afro-baiano ao reggae jamaicano, criando o samba-reggae. Na categoria de bloco afro, demonstra sua força enquanto entidade que preserva sua origem.

Foto: Erivan Morais