O Banco Central, através do Conselho de Política Monetária (COPOM), decidiu por unanimidade, hoje (26), baixar a taxa Selic de 10,25% para 9,25% ao ano. É o 7° corte consecutivo de juros na economia brasileira. A última vez que a taxa de juros esteve na casa de um dígito foi em dezembro de 2013.

Há uma expectativa, entre especialistas, de que a taxa de juros possa chegar a 8% ao ano até o final de 2017. Alguns economistas chegam a prever  que esse patamar possa ser mantido até 2021.

Em setembro ocorrerá uma nova reunião, e a autoridade monetária sinaliza que a manutenção do ritmo de corte de juros “dependerá da permanência das condições descritas no cenário básico do Copom e de estimativas da extensão do ciclo.”

“O ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”, arrematou a entidade. E mais: “O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária [corte de juros]”.

É assim: quando o nível de inflação está alto o BC eleva os juros para desestimular o consumo, via encarecimento do crédito. Com a atividade econômica em baixa, como agora, a inflação segue em queda e converge para a meta de 4,5%.