O mercado não assimilou bem dois acontecimentos recentes: o fato de o governo estar se preparando para anunciar meta de déficit primário maior e as tensões crescentes entre Estados Unidos e Coreia do Norte. Com isso, os investidores mostraram um temor maior diante das perspectivas negativas, acarretando que pela terceira sessão consecutiva o dólar teve uma valorização, e alcançou o nível mais alto desde 17 de julho. Não será surpresa se a cotação da moeda chegar a R$ 3,20 num curto prazo. Dias de incerteza. Há dúvidas dos agentes econômicos sobre as reformas, particularmente da Previdência, de que o governo não consiga obter êxito de angariar apoio suficiente no Congresso Nacional.

A moeda norte-americana teve um crescimento de 0,74%, vendida a R$ 3,175, após ter encerrado na véspera a R$ 3,152.

O euro em queda de 0,04%, está valendo R$ 3,736. Há, ainda, reflexo do fato recente de um carro que atingiu um grupo de soldados em um subúrbio de Paris, o que foi interpretado como uma ação deliberada.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, terminou o dia em desvalorização de 1%, a 66.992 pontos.