O cálculo do  PIB, pelo ângulo da demanda, aponta sinais de queda. Enquanto os investimentos (formação bruta de capital), recuaram 1,6%, o consumo das famílias caiu 0,6%.  A queda da inflação e a baixa dos juros são indicativos animadores. No entanto, o grau de incerteza trazido pela crise política é uma condição limitativa para a ação empresarial no setor industrial. Observando-se a ociosidade da indústria, a redução da importação de bens de capital, máquinas e equipamentos, não é difícil constatar que a taxa de investimentos ficou em 15,6% do PIB – o menor patamar em toda a série histórica do IBGE, desde 1996, superando a taxa registrada no ano passado que tinha sido 16,8%.

A construção civil, abalada fortemente pela recessão, apresentou um crescimento de 0,5% nos três primeiros meses do ano, em relação ao período anterior, porém mostrou uma queda de 6,3% no comparativo com o ano passado.

O cálculo do PIB, pelo ângulo do dispêndio, é obtido pela composição:

Consumo das famílias + Consumo do governo + Investimentos + Exportações – Importações

No detalhe, a China cresceu, no mesmo periodo, 6,9% e os EUA 1,2%.