Na sentença na qual condenou  Antonio Palocci, o juiz Sergio Moro afirmou que as declarações do ex-ministro de que teria muito a contribuir com a Operação Lava-Jato, pesaram contra ele, pois soaram mais como ameaça para que terceiros o auxiliassem a sair da prisão, do que propriamente uma “declaração sincera de que queria colaborar com a Justiça”. No  interrogatório que ocorreu  em Curitiba em 20 de abril, Palocci fez esquentar os bastidores políticos, quando disse ao juiz Moro  que teria informações que poderiam “render mais um ano de trabalho” para a Lava-Jato.

Palocci foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão, por crimes investigados dentro da Operação Lava Jato. Foram  19 crimes de lavagem de dinheiro, quantidade considerada elevada, pelo juiz Sérgio Moro, o que colaborou para que a punição fosse ainda mais elevada do que era previsto.

Foram condenados também o ex-tesoureiro do PT João Vaccari (4 anos e 6 meses e Marcelo Odebrecht (12 anos e 2 meses).   Já o casal de marqueteiros João Santana e Monica Moura foi condenado a sete anos em regime fechado mas, como fez delação premiada, a pena será substituída por prisão domiciliar e uso de tornozeleira eletrônica por um ano e meio.

Antonio Palocci também é réu em outra ação penal em Curitiba. O ex-ministro é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de intermediar pagamentos de propina da Odebrecht ao ex-presidente Lula.

foto: Diario de Goiás