Histórias escritas de forma diferente, mas com o mesmo final: triste. Assim como em 1989, 1990, 1999, 2002 e 2012, o Bahia falhou na noite desta quinta-feira, 16, em seu objetivo de alcançar uma inédita semifinal de Copa do Brasil.

Depois de uma bela atuação no primeiro tempo, o Tricolor caiu sensivelmente de rendimento na etapa complementar e acabou castigado com o que definiu o suficiente 1 a 0 para o Palmeiras, no Pacaembu – na ida, o placar não se movimentou na Fonte.

O jogo

Sob chuva intensa, o jogo demorou a engrenar. O Bahia se afobava quando tinha a posse de bola e o Palmeiras não conseguia criar com trocas de passe pelo chão. Apelava sempre à ligação direta.

Na primeira metade da etapa inicial, o Verdão só assustou em um bate-rebate aos três minutos, quando Borja ficou com uma sobra, mas, cara a cara com Anderson, finalizou para fora.

E o Esquadrão levou perigo aos 13, na jogada mais bonita do primeiro tempo. Zé Rafael fez trama de ultrapassagem com Léo, que cruzou rasteiro para Edigar Junio acertar a trave. Na sobra, o acaso jogou contra. Gilberto tocou para o gol, mas a bola, caprichosa, carimbou as costas de Edigar.

A partir daí, o Bahia passou a se sentir em casa. Dominava, e ouvia até os gritos da fanática torcida tricolor que foi ao Pacaembu. A empolgação da equipe baiana fez a partida ficar mais aberta na metade final do primeiro tempo.

Aos 25 minutos, Léo lançou em arremesso lateral, Gilberto desviou de cabeça e Zé Rafael pegou de primeira com a canhota. Passou perto. Na sequência, a resposta verde: o Bahia errou na saída de bola e Willian apareceu na cara do gol. Ele driblou Tiago, mas bateu em cima de Anderson.

Dez minutos depois, Moisés aproveitou um novo vacilo tricolor, dessa vez em cobrança de falta rápida. O goleiro do Esquadrão fechou bem o ângulo novamente.

E continuava a ‘trocação’. Aos 38, Vinicius tabelou bonito com Edigar e chutou para defesa segura de Weverton. Um minuto depois, Borja bateu, a bola desviou em Lucas Fonseca e tocou no pé da trave. Aos 46, Bruno Henrique testou Anderson com um chutaço de longe. E, aos 48, Bruno fez bela jogada pela direita para Zé Rafael cabecear por cima.

O jogo estava movimentado, emocionante para os dois lados. Porém, a história mudaria na segunda etapa, com o Tricolor deixando de ser agressivo e começando a sucumbir à pressão palmeirense. Logo no primeiro minuto, Tiago falhou após um chutão vindo da defesa alviverde e Borja ficou só com o goleiro à frente, mas falhou ao tentar encobrir Anderson.

O Bahia já tinha Nino no lugar do amarelado Bruno na lateral direita, mas o time não deixou de apresentar deficiência naquele setor – e a equipe sentiria isso na pele mais tarde. A verdade é que o Esquadrão não conseguia mais ter a bola. Em contrapartida, os paulistas não faziam de sua superioridade uma real ameaça ao gol de Anderson.

Só aos 28 minutos conseguiu criar uma oportunidade clara. E ela já veio com o castigo da bola na rede. Mayke tabelou pela direita e cruzou na medida para o baixinho Dudu, que se antecipou ao também pequeno Nino e testou para o fundo da meta.

Já atrás no placar, o técnico Enderson Moreira lançou mão de peças ofensivas para buscar o empate a qualquer custo. As duas peças escolhidas, entretanto, pouco fizeram. Régis só apareceu aos 49 minutos, quando avançou bem pela esquerda e mandou para a área. A bola foi parar nos pés do outro jogador que entrou para tentar resolver: Elber, que, ao invés de finalizar, tentou o domínio. E assim foi-se o último fio de esperança.

Fonte: A Tarde