César Mata Pires, de 68 anos, maior acionista da empreiteira OAS, uma das grandes construtoras brasileiras que têm executivos como réus na Lava Jato, morreu nesta terça-feira (22/08). Informações dão conta de que ele deve ter sido vítima de um infarto fulminante. Quando ocorreu o fato, ele caminhava pelo Pacaembu, bairro da zona oeste de São Paulo, onde será realizado o sepultamento nesta quarta-feira. A assessoria do prefeito da capital paulista, João Dória, informou que ele estará presente.

O construtor, que era casado com Thereza, uma das filhas do ex-senador baiano Antônio Carlos Magalhães (ACM), e tinha dois filhos, fundou a OAS em 1976. Em 2015, a revista Forbes estimava que a fortuna de Pires era de US$ 1,6 bilhão.

Investigada na Operação Lava Jato, a empresa participava do chamado “clube” de companhias que, por meio de um cartel, fraudava licitações da Petrobras. Para conquistar os contratos, as empresas pagavam propina a diretores da estatal e a partidos políticos, com intermediação de operadores.

Foi também em 2015 que surgiram as primeiras denúncias contra executivos da OAS. Na época, a Justiça Federal em Curitiba condenou a cúpula da empreiteira por crimes cometidos em contratos e aditivos da OAS com a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e com a Refinaria Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco