Nesta terça-feira (15/08), o senador Fernando Collor (PTC-AL) pode virar réu nas investigações da Operação Lava Jato. Contra Collor pesam denúncias de crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa do senador ainda tentou adiar o julgamento da denúncia, mas o pedido foi negado pelo ministro Edson Fachin, do Supremos Tribunal Federal (STF), relator da Lava Jato.

Fernando Collor é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ter recebido propina no valor de R$ 29 milhões, usando para isso a influência que tinha na BR Distribuidora. De acordo procurador-geral Rodrigo Janot, além do senador, também estão envolvidos no esquema a mulher de Collor, Caroline Collor, e outros acusados, que atuavam como “operadores particulares” e “testas de ferro” no recebimento dos valores.

Os advogados do senador tentaram adiar o julgamento usando o argumento de que a ausência dos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, que estão fora do país em viagens oficiais, desfalcaria a Segunda Turma do STF, responsável pela análise do caso. Dessa forma, como o julgamento será realizado com três integrantes, os advogados alegaram que teriam prejuízos na votação sem quórum completo. Fachin negou o pedido de adiamento sob o argumento de que não há fundamentação legal.

De acordo com a denúncia de Rodrigo Janot, com o dinheiro da propina Fernando Collor teria comprado carros de luxo, como um Lamborghini, avaliado em R$ 3,2 milhões; uma Ferrari (R$ 1,4 milhão), um Bentley, e duas Land Rover. Esses veículos foram apreendidos, em julho de 2015, na residência do acusado, a Casa da Dinda.

Em julho de 2015, os carros de luxo foram apreendidos na residência particular do senador em Brasília, conhecida como Casa da Dinda. Collor nega recebimento de propina.

Senador Fernando Collor – Foto: Agência Senado / Divulgação