A Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira (20/10) traz nota informando que o ministro do Supremo Tribunal Fedral (STF) e relator da Operação Lava Jato Edson Fachin está na mira da CPI da JBS, que tramita na Câmara dos Deputados.

Na próxima semana, o colegiado vai ouvir o depoimento do ex-diretor de relações institucionais da J&F, Ricardo Saud, que hoje é delator da Lava Jato. Os integrantes da CPI querem saber se Saud teria auxiliado Fachin a contatar parlamentares em 2015, quando o ministro foi submetido a uma sabatina no Senado para poder assumir a cadeira no STF.

Segundo a coluna, integrantes da comissão já têm em mãos trecho do autogrampo de Joesley Batista em que ele e Saud citam o magistrado. nome de Fachin aparece em contexto confuso na conversa de Saud com Joesley. O ex-diretor da J&F diz que vai “fazer igual Fachin (…)” e “beber até 5 horas da manhã”.

Visando chegar em Fachin, os integrantes da CPI decidiram pressionar Saud a explicar sobre o que estava falando e se fazia referência a um suposto jantar de Fachin com Joesley quando o ministro estava em campanha para o STF.

Fachin já se posicionou publicamente, através de nota quando surgiram as especulações sobre a ajuda de Saud. Na ocasião, o relator da Lava Jato disse não contou com o auxílio de qualquer empresa ou grupo em seu processo de indicação ou de confirmação para o cargo de ministro do STF.