“A acessibilidade só existe quando todas as deficiências são atendidas”. Foi com esse pensamento de mudança que o arquiteto Eduardo Ronchetti deu início ao curso Acessibilidade Aplicada, promovido pela Prefeitura, através da Unidade de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência (UPCD), nesta segunda-feira (19), no Edifício Ranulfo de Oliveira, na Rua Guedes de Brito, nº 1 – Centro (mesmo prédio onde funciona a Prefeitura-Bairro Centro/Brotas). O objetivo é capacitar agentes públicos municipais, estudantes e profissionais que trabalham com engenharia e arquitetura em Salvador.

Para Eduardo Ronchetti, formado pela Universidade Mackenzie, é importante que esses profissionais pensem a acessibilidade para além da obrigação legal. “Não é só pensar na norma, mas entender o porquê dela existir”, explicou o professor, enquanto realizava uma atividade prática com os alunos. Eles foram orientados a caminhar pelo prédio onde o curso foi ministrado, no Edifício Ranulfo de Oliveira, no Centro, vendados. O objetivo era sentir um pouco do que as pessoas com deficiência visual passam todos os dias.

A arquiteta Catarina Barreto, de 32 anos, foi indicada a participar do curso por uma colega, que integrou a turma de outra edição. “Achei super válido, pelo profissional que ele [Eduardo Ronchetti] é. Esse curso nos ajuda a pensar na acessibilidade no momento do planejamento da obra, pensar sua importância”, comentou. Para o engenheiro Jocemar Leal, 33, o estudo da acessibilidade em Salvador é muito carente. Por isso, explica que ficou muito animado com a realização do curso. “Precisamos de treinamento dessa altura. O palestrante domina muito bem o tema. Tá valendo muito a pena”, disse.

Já foram capacitados através desta atividade mais de 300 profissionais. A ação integra o Planejamento Estratégico da Prefeitura de Salvador, inserida no eixo Desenvolvimento Social. O curso prossegue na terça-feira (20), das 8h30 às 18h30. Os encontros ocorrem no Edifício Ranulfo de Oliveira. Foram disponibilizadas para esta turma 80 vagas. O curso aborda a acessibilidade voltada para a elaboração de projetos, laudos e obras 100% acessíveis.

De acordo com a diretora-geral do UPCD, Risalva Telles, a proposta é que todos os profissionais possam desenvolver habilidades e um olhar mais apurado ao realizar projetos nas áreas públicas e privadas. “O objetivo é despertar, motivar o conhecimento e a sensibilidade da importância de aplicar essas ações de acessibilidade. É uma preocupação da Prefeitura, desta gestão. É quase uma campanha pela acessibilidade”, explicou.

Foto: Bruno Concha – Agecom Prefeitura