O destino do senador Aécio Neves, investigado pela Operação Lava Jato, poderá ser definido nesta terça-feira (03/10). Relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin tem em suas mãos dois pedidos, do tucano e do PSDB, para rever a decisão da Primeira Turma do STF. O Senado, por sua vez, avisa que votará hoje se apoia ou não com a decisão do Supremo.

O tucano Aécio Neves, por sua vez, optou por se abrigar em uma trincheira jurídica. Apoiado pelo PSDB, o ex-governador de Minas Gerais, ingressou com duas ações no STF que poderão servir como saída temporária em benefício do tucano.

Gravado pelo delator Joesley Batista, quando pediu ao empresário da J&F a quantia de R$ 2 milhões que, segundo o senador, seriam para pagar a um advogado, Aécio Neves deixa vestígios, na conversa, de quem atuou para obstruir as investigações da Lava Jato.

Com as ações o senador que tornar sem efeito as decisão da Primeira Turma da Corte, até o STF terminar outro julgamento, marcado para a semana que vem. A solicitação do PSDB é mais simples: pede pura e simplesmente a suspensão da decisão da Primeira Turma.

O plenário do STF vaia analisar, no dia 11/10, se é preciso que Senado e Câmara referendem medidas cautelares — como as determinadas pelo STF no caso de Aécio — aplicadas contra parlamentares.

De acordo com a Constituição, isso deve ocorrer em casos de prisão, mas não faz menção a medidas cautelares. Entre senadores e ministros do STF, há quem defenda que o Congresso deve dar seu aval. Outros entendem que não.

Aécio Neves – Foto: EBC Divulgação