Está no Globo que, diante da necessidade de recursos por parte do governo federal, “parte da equipe econômica decidiu tirar da gaveta projetos de aumentos de impostos que poderiam reforçar os cofres públicos a partir do ano que vem. As ações vão desde criar uma nova alíquota de Imposto de Renda para as pessoas físicas (que poderia chegar a 35%), passar a cobrar IR sobre lucros e dividendos até rever desonerações. Essas medidas, que precisam ser aprovadas pelo Congresso por meio de projeto de lei, precisam ser apresentadas este ano, mas teriam efeito sobre as contas de 2018. Essa ala do governo é contra uma mexida na meta do ano que vem, de déficit primário de R$ 129 bilhões, e quer esperar até setembro para ver se é mesmo necessário alterar a deste ano, de rombo de R$ 139 bilhões”.

As articulações são grandes no Congresso a ponto do Ministério da Fazenda trabalhar com a base aliada a apresentação de uma emenda com um parecer alternativo ao relatório do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), sobre o Refis. A equipe econômica vai  propor a revisão da desoneração da folha, tendo em vista que a MP que trata do tema perde validade nesta semana.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ontem, mostrou-se disposto a negociar para tentar chegar a uma versão mais equilibrada do texto que cria um novo Refis para parcelamento de débitos tributários de empresas e pessoas físicas.