O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a soltura do engenheiro agrônomo Antônio Claudio Albernaz Cordeiro, preso desde o mês passado na Operação “Câmbio, Desligo”, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio, autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal.

A operação investiga doleiros e clientes por lavagem e remessa ilegal de dinheiro e associa o esquema com desvios nos cofres públicos do governo do Rio de Janeiro durante a gestão Sérgio Cabral.

Antônio Claudio Albernaz Cordeiro será solto, mas terá que cumprir as seguinte medidas:

Proibição de manter contato com os demais investigados;

proibição de deixar o país, devendo entregar passaporte em até 48 horas.

Ele já havia sido preso por ordem do juiz Sérgio Moro, de Curitiba, na 26ª fase da Lava Jato, em 2016, que recebeu o nome de Xepa, mas acabou liberado.

Com a decisão, desde o dia 15 de maio, Gilmar Mendes já mandou soltar 20 pessoas presas por ordem de Marcelo Bretas. Na quarta (4), o juiz enviou um ofício ao ministro Gilmar Mendes no qual afirmou que a corrupção não pode ser vista como um crime “menor”.

“A repressão à organização criminosa que teria se instalado nos governos do estado e município do Rio de Janeiro haveria, como de fato houve, de receber deste juízo o rigor previsto no Ordenamento Jurídico nacional e internacional”, diz trecho do documento.

Fonte: Globo.com – Foto: EBC