A polícia espanhola prendeu nesta quarta-feira (20), 14 membros da administração catalã que trabalhavam na organização de uma consulta popular sobre a independência desaa região autônoma. Dez milhões de cédulas foram apreendidas. O Tribunal Constitucional da Espanha já havia considerado ilegal o referendo marcada para 1 de outubro deste ano.

Durante a noite (tarde no Brasil), conforme o site do jornal El País, 40.000 pessoas lotaram a praça de Catalunha, no centro de Barcelona, para protestar contra a atuação do Governo espanhol e defender a independência. A Catalunha soma 19% do PIB da Espanha e 12% da população do país.

A polícia realizou, recentemente, operações para impedir a colocação de cartazes que chamavam a população para votar na consulta. O Ministério Público avisou que processaria todas as pessoas que colaborassem com a organização do referendo, dentre elas 712 prefeitos de toda a região, que soma 948 municípios.

Ainda segundo El País, o chefes dos Governos da Catalunha e da Espanha trocaram recados através de pronunciamentos oficiais. O catalão Carles Puigdemont acusou ao Governo de Madri de “impor um estado de emergência e suspender de fato o auto-governo da Catalunha”. O primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, respondeu horas mais tarde:  “O referendo é uma quimera. Voltem à lei e à democracia. Estamos defendendo os direitos de todos os espanhóis, incluindo os catalães”.

 

Foto: Suzana Vieira/Reuters