Um investimento R$ 1,4 milhão foi feito pelo Governo do Estado para garantir o atendimento de baianos e turistas nas unidades de saúde da Bahia durante o Carnaval. Os recursos serão utilizados para realização de plantões em hospitais na capital e no interior, além da instalação de três postos de testagem rápida destinados à detecção de HIV/Aids, sífilis e hepatites virais, que começam a funcionar nesta sexta-feira (9). Dois deles estão na capital – um na Avenida Adhemar de Barros, no bairro de Ondina, e outro na Avenida Centenário – e o terceiro, no município de Porto Seguro (extremo sul), na Passarela do Descobrimento.

Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), Maria Aparecida, aproximadamente 500 pessoas serão atendidas por dia em cada um dos postos. “Nos postos, a população poderá fazer os testes para doenças sexualmente transmissíveis e, caso o resultado seja positivo, a pessoa já sai da unidade com orientação para iniciar o tratamento”.

Durante os dias de Carnaval também serão distribuídos dois milhões de preservativos na Bahia. A diretora da Vigilância Epidemiológica ainda explica que 200 profissionais irão trabalhar na festa para atender às demandas dos municípios baianos. “A Bahia está dividida em nove regiões de saúde, e em todas teremos uma equipe trabalhando para atender qualquer emergência de importância para a saúde pública, como por exemplo, os casos suspeitos de febre amarela ou malária. Dessa forma, garantimos as atividades de controle no estado.”

O teste rápido tem duração de aproximadamente 20 minutos e, nesse período, podem ser diagnosticadas infecções sexualmente transmissíveis. Além dos testes, as equipes formadas por assistente social, enfermeiro, bioquímico e psicólogo farão aconselhamento do público e o atendimento ocorrerá das 17 a 1h. A previsão é que sejam realizados mais de cinco mil testes nos cinco dias de folia.

As mulheres que sofrerem qualquer ato sexual indesejado, abusos e violência sexual contarão com serviço especializado no Hospital da Mulher e mais oito unidades de saúde da capital baiana (a lista completa está disponível no site da Sesab. No Hospital da Mulher o atendimento é voltado para mulheres e adolescentes a partir dos 12 anos. Na unidade, desde o início do ano passado, foi instalado o Serviço AME, que acolhe e oferece o suporte necessário para as vítimas de violência.

O serviço atendeu 151 mulheres em 2017. Destas, 50 eram adolescentes. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar, pronta para receber mulheres que compareçam ao hospital por vontade própria ou forem encaminhadas pela rede de enfrentamento à violência contra a mulher, por meio de órgão judicial e policial, Instituto Médico Legal (IML), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Delegacia Especial de Atenção à Mulher (Deam), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Central Estadual de Regulação da Bahia (CER-BA).

A coordenadora do Serviço de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência do Hospital da Mulher, Jamile Martins, explica que o atendimento é voltado para minimizar os traumas da violência. “A partir do momento que identificamos que a nossa paciente é uma vítima de violência sexual o caso é tratado como emergência. O nosso primeiro atendimento é reservado e sigiloso e contamos com uma equipe multidisciplinar. Temos enfermeiras, médico ginecologista, assistente social e psicólogo de plantão todos os dias”. Uma unidade móvel ficará disponível para atendimento desta quinta a terça-feira (8 a 13), no circuito Dodô, em Ondina, próximo às esculturas das gordinhas, para esclarecer dúvidas e realizar o encaminhamento para o Hospital da Mulher.

Foto: Elói Correa / GOVBS Divulgação