Nesta sexta-feira (06/09), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, disse hoje que os delatores da JBS deveriam passar do “exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”, fazendo referência ao presídio localizado no Distrito Federal, para onde têm sido mandados os envolvidos com os crimes de corrupção investigados pela Operação Lava Jato.

Luiz Fux se manifestou na abertura de sessão da Corte, a primeira após a decisão da Procuradoria-Geral da República de abrir processo de revisão do acordo de colaboração de Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco e Assis e Silva, delatores ligados à empresa.

“Acho que Joesley e Saud ludibriaram a Procuradoria, degradaram a imagem do Brasil no plano internacional e atentaram contra a dignidade da Justiça. Mostraram a arrogância dos criminosos do colarinho branco”, disse o ministro a jornalistas ao chegar ao STF, ressaltando que “a primeira providência que tem que ser tomada é a prisão deles”.

Sobre as provas até então coletadas junto aos delatores da JBS, Fux afirmou que as que forem documentais -não os depoimentos– produzidas pelos delatores podem ser aproveitadas, mesmo que eles percam os benefícios. “Acho que as provas que subsistem autonomamente devem ser aproveitadas”, disse.

Luiz Fux acrescentou ainda acreditar que os “ludibriaram o relator da Lava Jato”, ministro Edson Fachin.

O decano da Corte, o ministro Celso de Mello, fez um desagravo à presidente do Supremo, Cármen Lúcia, que determinou que a Polícia Federal investigue citações indevidas a ministro do tribunal nas conversas dos delatores.

Luiz Fux – Foto EBC / Divulgação