Para reforçar a conscientização da população sobre a luta contra a violência à mulher, uma mesa redonda discutiu o feminicídio e a importância das mulheres negras no movimento feminista nesta quarta-feira (07), na Biblioteca Central do Estado, nos Barris. Somente no primeiro semestre de 2017 foram registrados na Bahia, 23 mil casos de violência contra a mulher, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

A antropóloga Naiara Gomes, integrante da Marcha do Empoderamento Crespo em Salvador, falou sobre a luta das mulheres negras pelo direito ao seus corpos: “A estética é algo empoderador, a estética é mais que forma, é significado, é algo que engaja e identifica as pessoas umas com as outras”.

A mesa também trouxe a filósofa Nathália Lãoturco, que fez uma leitura pela ótica do feminismo sobre as barreiras impostas pelo trabalho sobre a maternidade: “Desde uma longa data a gente constata uma divisão do trabalho, em que as mulheres estão sempre ligadas a esfera do trabalho doméstico, e por isso acabam se tornando alvos de inúmeros preconceitos”.

Já a historiadora Manoela Nascimento falou da luta das mulheres, em busca da construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Nesse processo a gente tem uma série de questões, as mulheres negras tem uma importância fundamental nessa luta”.

A diretora da biblioteca de extensão, Silvia Cunha, falou sobre a importância do debate: “É necessário divulgar a luta das mulheres nesse momento que estamos passando, onde muitas mulheres são violentadas, maltratadas e acabam se calando”, ressaltou.

A discussão contou com a apresentação do grupo de dança, do Hospital das Clínicas, HUPES no Passo a Passo e, também, do grupo de samba de Gafieira, Bolero e Forró do instrutor Eurico Diamante. O evento integra o Projeto Março Mulher, que ocorre durante todo o mês de março nas Bibliotecas Públicas, coordenadas pela Fundação Pedro Calmon.

Foto: Felipe Oliveira / GOVBA Divulgação