Responsável pela condução da Operação Lava Jato na 1ª, o juiz Sergio Moro disse hoje (15/08), durante evento em São Paulo, que não é e não será candidato a cargo eletivo. “A profissão política é uma das mais belas. Há muitos bons políticos”, disse Moro, afastando, mais uma vez, a possibilidade de ingressar na política partidária.

Segundo o juiz federal, cujo nome é cogitado por milhões de brasileiros para disputar as eleições presidenciais de 2018, “a proposta de reforma política que tramita hoje no Congresso Nacional, não deve melhorar o enfrentamento da corrupção no sistema político brasileiro”. Para Sergio Moro, a reforma política, como está sendo pensada, não é uma verdadeira reforma política.

Sobre o financiamento de campanhas, o comandante da Lava Jato disse que foi um grande avanço o Supremo Tribunal Federal (STF) ter proibido a forma como se dava o financiamento privado às campanhas eleitorais, que permitia “relações espúrias” entre grandes doadores e políticos.

Apesar disso, Moro avaliou que a democracia de massa tem um custo e, dado o momento atual da economia do Brasil, um sistema de financiamento eleitoral exclusivamente público poderia não ser o melhor caminho.

“Até tenho simpatia pelo financiamento público, mas não exclusivo”, declarou. “Não apenas pelo custo fiscal, mas da forma como esse dinheiro seria distribuído e se isso não dificultaria a renovação dos mandatos. Há uma tendência de quem está dentro querer ficar dentro”, acrescentou, dizendo que é preciso “regras rígidas” aos recursos privados em campanhas.

Juiz Sergio Moro – Foto: Agência Brasil