O Tribunal de Contas do DF vai analisar dados da auditoria feita nos custos da  construção do Estádio Mané Garrincha, alvo de muitas suspeitas de superfaturamento e corrupção, que envolve políticos e grandes empreiteiras. A arena foi construída para a Copa do Mundo de 2014.

Serão analisadas irregularidades no período de julho de 2010 a junho de 2011. Entre os responsáveis pelo prejuízo  de R$ 67,7 milhões apontados pela equipe de auditores estão ex-presidentes das empresas Novacap, Terracap, executores do contrato, fiscais e responsáveis pela e diretores das empresas Andrade Gutierrez e Via Engenharia.

A auditoria detectou muitos pontos que caracterizam um supefaturamento gigante. A Novacap, por exemplo, atestou que uma grua de 90 toneladas com insumos para a obra pesava 96 mil toneladas, um erro multiplicado por mil. Só neste item, o sobrepreço foi de R$ 1,37 milhão.

Outro ponto que chama a atenção na auditoria do Mané Garrincha é que custo médio do aluguel de um caminhão munck foi de R$ 15.245,53, quando deveria ter sido de R$ 75,00. O cálculo deve levar em conta a distância percorrida até a obra. Pelo valor pago, o caminhão deveria ter rodado 10 mil km até chegar ao estádio. Mas os veículos eram do Distrito Federal.

Previsto para começar na última terça-feira, o julgamento da auditoria foi suspenso a pedido da defesa do consórcio e deve ser retomado em 27 de junho.

foto: portal da copa