A defesa de Antonio Palocci protocolou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, um pedido para que ele seja ouvido em segunda instância no processo sobre corrupção na Odebrecht. Condenado em primeira instância a 12 anos, 2 meses e 20 dias, o ex-ministro está preso.

Ele já prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, no ano passado, e se colocou à disposição para apresentar “fatos com nomes, endereços e operações realizadas.”

É na segunda instância que as apelações dos réus da Lava Jato são julgadas. A defesa de Palocci já pediu liberdade no TRF-4, e os pedidos foram negados. O último foi em agosto de 2017.

O G1 entrou em contato com o advogado do ex-ministro que cuida desse pedido, Adriano Bretas, mas ele disse que não irá se manifestar.

Quem analisará o pedido, protocolado nesta quinta-feira (8), será o desembargador João Pedro Gebran Neto.

Segundo a sentença de Moro Palocci participou de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht e contratos de sondas com a Petrobras. Ele decidiu que o político não poderia recorrer em liberdade.

Sobre a condenação, um dos advogados de Palocci, Alessandro Silverio, disse que o ex-ministro é inocente dos fatos citados na decisão. A defesa também alegou que não havia requisito para tal decretação, e que houve “antecipação da pena”.

Palocci ocupou as pastas da Fazenda no governo de Lula, e da Casa Civil na gestão de Dilma Rousseff (PT).

O ex-ministro foi preso na 35ª fase da operação Lava Jato, batizada de Omertà e deflagrada no dia 26 de setembro de 2016. Está detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

Palocci também é réu em outro processo que apura se a Odebrecht pagou propina por meio da compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo, no ABC Paulista. Entre os réus desta ação, estão o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, um dos advogados de Lula.

Fonte: G1