Em mais uma manobra para derrubar a segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa de liderar a organização criminosa batizada de “PMDB da Câmara”, o presidente Michel Temer exonerou oito ministros que voltam a ocupar cadeira na Câmara dos Deputados e que votarão a seu favor.

Os decretos de exoneração, assinados pelo presidente Temer, foram publicados no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20/10). Os ministros exonerados têm mandatos de deputados e voltam à Casa Legislativa, onde deverão participar da votação, em plenário, prevista para a próxima quarta-feira (25).

Contra essa segunda denúncia, apresentada pelo então procurador-geral Rodrigo Janot, o presidente já ganhou a primeira batalha na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, onde o relatório a favor da inadmissibilidade da denúncia foi aprovado pela maioria dos deputados que integram o colegiado.

Segundo a denúncia de Janot, o grupo criminoso liderado por Michel Temer era formado pelo deputado cassado Eduardo Cunha (RJ), ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PR), os ex-ministros Henrique Alves (RN) e Geddel Vieira Lima (BA), e os ministros Eliseu Padilha (RS) e Moreira Franco (RJ).

Ainda de acordo com a denúncia, eles teriam negociado ao menos R$ 587 milhões em propina por meio de órgãos como Caixa Econômica, Furnas, Petrobras e Ministério da Integração Nacional.

Foram exonerados os ministros: Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Leonardo Picciani, ministro do Esporte; Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho; Sarney Filho, do Meio Ambiente; Marx Beltrão, do Turismo; Maurício Quintella Lessa, dos Transportes; Mendonça Filho, da Educação; e Bruno Cavalcanti, das Cidades.