Tomando como base a ocultação de R$ 51 milhões e manobras com o objetivo de criar embaraços para investigações da Justiça, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção da prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Para Dodge, Geddel é “líder de organização criminosa”.

Ao sustentar o pedido de manutenção da prisão de Geddel Vieira Lima, que ainda não deu detalhes sobre a origem e o destino dos 51 milhões de reais, a procuradora-geral diz que o ex-ministro “fez muito em pouco tempo”. No documento Dodge também rejeita os argumentos de defesa dos advogados do Geddel e sustenta que sua liberdade pode atrapalhar o andamento das apurações.

Segundo a procuradora-geral, Geddel violou a ordem pública e pôs em risco a aplicação da lei ao embaraçar investigação de crimes praticados por organização criminosa. “Num segundo momento, passados nem dois meses do primeiro, reiterou a prática ao ocultar mais de R$ 50 milhões de origem criminosa. Fez muito em pouco tempo”, pontuou Dodge.

Para Raquel Dodge, os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento emprestado a Geddel, que alegou ao proprietário que iria guardar no imóvel pertences do pai Afrísio Vieira Lima, já falecido, “é apenas uma fração de um todo ainda maior e de paradeiro ainda desconhecido”.

A procuradora-geral diz ainda em sua argumentação que pede a manutenção da prisão de Geddel que “se usufruir de prisão domiciliar, Geddel poderá manter contatos, receber visitas, dar ordens e orientações que podem frustrar os objetivos das medidas cautelares nesta investigação. Como referido acima, ele deu provas materiais de que atuará de toda forma para que esta persecução criminal não tenha o mesmo êxito que teria se estivesse preso”.