Na manhã desta quinta-feira (05/10) a Polícia Federal prendeu temporariamente Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016. Nuzman é suspeito de intermediar a compra de votos de integrantes do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a trazer para o Rio de Janeiro a Olimpíada de 2016. Os dois serão indiciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Os policiais também prenderam Leonardo Gryner, ex-diretor de operações do comitê Rio 2016 e braço-direito de Nuzman. As pirsões ocorreram em um desdobramento da operação “Unfair Play” –uma menção a jogo sujo–, uma etapa da operação Lava Jato no Rio.

De acordo com os investigadores, o esquema de corrupção que envolve Nuzman e Gryner tem a participação do ex-governador Sérgio Cabra, preso e com duas condenações que beiram a casa dos 60 anos de prisão. Apontado como líder da quadrilha, Cabral ainda responde a outros processos. Portanto, seu tempo de reclusão deve ser bastante ampliado.

As investigações evidenciam, segundo a Polícia Federal, que as provas colhidas na primeira etapa da “Unfair Play” mostram provas de que Nuzman e Gryner foram os agentes responsáveis por fazer a ligação entre o esquema de propinas de Cabral e membros africanos do COI, por meio de Arthur Soares.

O dinheiro teria vindo do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, conhecido como Rei Arthur, que também teve mandado de prisão decretado, mas está foragido da justiça.

Em setembro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o “Rei Arthur”, e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário.

Carlos Arthur Nuzman – Foto: EBC Divulgação