Principal praça da capital baiana no século XVIII, inicialmente apelidada de Praça do Hospício, por causa da construção do Hospício de Nossa Senhora da Piedade onde está localizada a Igreja e o Convento da Piedade, a Praça da Piedade continua sendo uma das principais e mais conhecidas de Salvador. Na foto destaque, a Praça da Piedade na década de 1930.

O nome Piedade, dizem historiadores, vem do fato de ali ter sido erguida a bela Catedral de Nossa Senhora da Piedade. Outros afirmam que o batismo do logradouro vem da expressão: “Tenha piedade”.

Essas duas palavras teriam sido muito usadas após a Conjuração Baiana, ou Revolta dos Alfaiates (8 de novembro de 1799) quando os envolvidos foram executados.

Luiz Gonzaga das Virgens, principal figurante da Conjuração Baiana, teve a cabeça e as mãos decepadas e expostas na praça. Alguns passantes se expressavam como o: “Tenha piedade”.

Há quem diga também que na década de 1890, mais precisamente no ano de 1895, vândalos iniciaram um forte ataque à praça, depredando-a sem dó e sem ‘Piedade’. Daí, acreditam alguns, teria surgido o atual nome da praça.

Hoje, além da Catedral de Nossa Senhora da Piedade a praça tem ao seu redor a Igreja de São Pedro (onde casou-se o cantor e compositor Caetano Veloso), o Gabinete Português de Leitura e a Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Tem ainda a antiga sede da Secretaria Estadual de Segurança Pública, além de transversais que para ela confluem levando à Estação da Lapa e os shoppings Center Lapa e Piedade a sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OBA-BA).

A para em ilustração de Louis Aubrun, 1858