A Prefeitura disputa o Prêmio Internacional Guangzhou 2018 de Inovação Urbana, com dois programas geridos pela Secretaria Municipal da Cidade Sustentável e Inovação (Secis). Nesta sexta-feira (07), será definida a campeã dentre as 15 cidades inovadoras de todo o planeta. A escolha é feita através de votação popular online, por meio do site https://bit.ly/2zlGRjS. Até três cidades podem ser escolhidas.

O Programa de Recuperação Ambiental do Parque Socioambiental de Canabrava e a Caravana Mata Atlântica abordam temas como a proteção ambiental, remediação, reflorestamento e educação de forma prática e lúdica. O objetivo é valorizar regiões consideradas sensíveis em relação à biodiversidade e sob risco de desaparecer em decorrência da crescente urbanização da região.

No total, foram realizadas 273 inscrições de 193 cidades e governos locais de 66 países e regiões do planeta. As 15 finalistas foram escolhidas por um comitê técnico na cidade de Surabaya, na Indonésia, em setembro último.

Ao todo, a premiação vai contemplar cinco vencedores e será realizada durante a Conferência de Inovação Urbana, que ocorrerá entre quinta-feira (6) e sábado (8), em Guangzhou, na China. Participam ainda da competição as cidades de Guadalajara (México), Durban (África do Sul), Sydney (Austrália), Santa Ana (Costa Rica), Nova Iorque (EUA), Milão (Itália), Surabaia (Indonésia), Kasan (Rússia), Utrecht (Holanda), Santa Fé, (Argentina), Mezitli (Turquia), Yiwu e Wuhan (China).

Junto à comunidade – A Caravana Mata Atlântica reúne técnicos municipais e moradores da região contemplada para plantar árvores, como sibipiruna, ipê e pata-de-vaca, que podem ser solicitadas junto à Secis, por meio dos telefones (71) 3611-3802, gratuitamente pelo Fala Salvador (156), ou por meio de mensagem de WhatsApp para o número (71) 98549-8453. Atualmente, mais de 100 espaços públicos da capital baiana já foram arborizados pelo programa.

Iniciado em 2015, o Programa de Recuperação Ambiental do Parque Canabrava consiste no plantio de 20 mil árvores nativas da Mata Atlântica com foco na recomposição florestal. A ação ainda prevê a utilização de um fertilizante para manejo do solo produzido a partir da associação do lodo da coleta de esgoto da cidade e biossólidos provenientes de uma estação de tratamento de efluentes industriais. As duas ações em conjunto transformarão o parque em um sumidouro de carbono (processo de absorção de dióxido de carbono, CO2, maior que a emissão).

Devido ao sucesso, a iniciativa foi escolhida pelo C40 (Cities Climate Leadership Group) como uma das 100 soluções urbanas que ajudam no combate às alterações climáticas e que podem ser executadas por outras cidades.

Foto: Bruno Concha