Em decorrência das chuvas que caíram em Salvador nos últimos dois meses, 309 famílias estão recebendo auxílio-moradia. Dentre os beneficiários, 260 recebem por evacuação temporária e 49 por necessidade de realocação. O benefício, no valor de R$ 300, é pago mensalmente até que cessem os motivos para a desocupação do imóvel ou até que as pessoas atendidas sejam contempladas por algum programa habitacional.

A população também conta com o auxílio-emergência, quantia de até três salários mínimos destinada a quem perdeu móveis e eletrodomésticos em função de alagamentos ou de outro desastre natural. Atualmente, 53 pessoas são assistidas com o auxílio-emergência, dentre as quais 28 recebem um salário mínimo, 13 recebem dois salários e 12 recebem três salários.

A Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), órgão responsável pelo cadastramento dos assistidos, já distribuiu 121 colchões e realizou 53 encaminhamentos para órgãos como Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), o Centro Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Assistência e Referência Social (Cuidar), Prefeitura-Bairro e o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

Solicitação – Para receber o auxílio, o responsável pela família que vive em imóvel com risco de desabamento deve solicitar uma vistoria, por meio do telefone 199. Caso a condição de risco seja atestada por engenheiros da Defesa Civil de Salvador (Codesal), a indicação de pagamento é encaminhada para a Semps. Quem recebe o auxílio deve alugar uma casa para sair da condição de risco.

Além de receber solicitações pelo 199 e pelo Posto Avançado de Atendimento Social instalado na Codesal, a Semps também realiza trabalho em campo em bairros com áreas de risco como Pirajá, Periperi, Bom Juá e Marechal Rondon, Itapuã, Vila Laura, Dique do Cabrito e Bairro da Paz.

No dia 20 de abril, a Codesal acionou o sistema de alerta e alarme de deslizamento de terra em três bairros: Bom Juá; na comunidade de Mamede, no Alto da Terezinha e em Vila Picasso, no São Caetano. O sistema foi acionado porque choveu mais de 150 mm na capital em um período de 72h.

Durante o período de alerta, 133 famílias foram abrigadas na Escola Municipal Antônio Carvalho Guedes na Capelinha de São Caetano. Todas já desocuparam o espaço. A escola será disponibilizada novamente como acolhimento provisório, caso haja necessidade de acionar o sistema de alerta e alarme.