Um prêmio que promove a igualdade de gênero no ambiente científico ao reconhecer iniciativas de cientistas mulheres teve número recorde de inscrições este ano. Com 524 projetos inscritos, a edição de 2018 do “Para Mulheres na Ciência” teve um crescimento de 34% em relação ao número registrado em 2017.

As sete vencedoras de 13ª edição do prêmio, desenvolvido pela L’Oréal Brasil em parceria com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), foram divulgadas neste domingo (12).

Cada uma irá receber uma bolsa-auxílio de R$ 50 mil. Foram premiadas cientistas em quatro categorias: Ciências da Vida, Química, Matemática e Física.

A entrega da premiação acontecerá em 4 de outubro, na sede da L’Oréal, no Rio de Janeiro.

As vencedoras deste ano são, na categoria Ciências da Vida, a bióloga Angélica Vieira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com um estudo sobre resistência de bactérias a antibióticos; a bioquímica Ethel Wilhelm, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), por um projeto sobre terapias eficazes para causas de dores em idosos.

E ainda: Fernanda Cruz, especialista em medicina regenerativa do Laboratório de Investigação Pulmonar (LIP) do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), graças a seu estudo que busca tratamentos menos invasivos para asma grave; e a biomédica Sabrina Lisboa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, que estuda uma terapia mais eficaz para pacientes com Transtorno de Estresse Pós-Traumático.

Em Física, a premiada foi Jacqueline Soares, Docente da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), especialista em nanotecnologia que desenvolve um projeto que busca criar próteses ortopédicas e dentárias mais resistentes.

Na categoria Matemática o prêmio foi para Luna Lomonaco, especialista em sistemas dinâmicos do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME/USP), por seu estudo do fractal chamado Conjunto de Mandelbrot, e em Química a escolhida foi Nathalia Lima, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por um projeto que visa aumentar prazo de validade do cimento para beneficiar economia brasileira.

Fonte: G1