Antônio Carlos Rodrigues, ex-ministro dos Transportes e presidente do Partido da República (PR), foi levado nesta quinta-feira (30/11) para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio de Janeiro. Com prisão preventiva decretada Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes e estava foragido e se entregou à Polícia Federal na terça, 28.

O ex-ministro foi preso no âmbito da Operação Caixa D’Água, deflagrada pela PF no dia 22. Também foram presos na mesma operação os ex-governadores do Rio Anthony e Rosinha Garotinho, que conseguiu da Justiça autorização para cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

O presidente do PR e os demais são acusados de crimes de corrupção, concussão, participação em organização criminosa e falsidade na prestação das contas eleitorais. A PF e o Ministério Público Estadual identificaram nas investigações indícios de que a empresa JBS firmou contrato fraudulento com uma empresa de Macaé, também do norte do Rio, para prestação de serviços na área de informática.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, as investigações apontaram ainda que os serviços não eram efetivamente prestados e que o contrato, de aproximadamente R$ 3 milhões, serviria apenas para o repasse irregular de dinheiro para campanhas eleitorais.

Empresários ouvidos informaram à PF que o ex-governador cobrava propina nas licitações da prefeitura de Campos, exigindo o pagamento para que os contratos fossem honrados pelo município.

Antônio Carlos Rodrigues – Foto: Reprodução Rede Globo