A presidente do STF – Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, classificou como “absolutamente inaceitável” e “própria de ditaduras”, a suposta espionagem que estaria sofrendo o ministro e relator da Lava Jato no STF Edson Fachin.  A ação segundo uma reportagem da Revista Veja, estaria sendo feita pela pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a pedido do presidente da República Michel Temer (PMDB).

Segundo interlocutores de Cármem Lúcia, o presidente Michel Temer telefonou para ela após a divulgação da notícia, negando as informações publicadas.

Mesmo com a negativa de Temer, a presidente do STF emitiu uma nota sobre o assunto (leia abaixo):

“É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes. Própria de ditaduras, como é esta prática, contrária à vida livre de toda pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente”, diz a ministra.

foto: jusbrasil