Já era esperado: Renan Calheiros não é mais o líder do PMDB no Senado. No entanto, a saída foi cheia de palavras duras. Disse, por exemplo, que não servia para ser “marionete”, aludindo a que se permanecesse na função estaria cedendo às exigências de um governo que trata o PMDB como um “departamento” do Poder Executivo.

E mais: num discurso de quase quinze minutos, Renan disse que não “tolera” a postura “covarde” do presidente de “desmonte” das leis trabalhistas.

Renan Calheiros referiu-se a crise política do Brasil como “gravíssima”, e que o Congresso Nacional tem que defender os interesses do país, sem que os parlamentares tenham apego aos cargos.

Renan afirmou ainda que o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, continua influenciando o governo Michel Temer.

Foto: Elpais