A capital baiana cada vez menos desigual a partir de uma grande corrente de cidadãos e entidades dispostos a ajudar as pessoas mais carentes da cidade. Com essa proposta, foi lançado o projeto Salvador Capital Voluntária na sexta-feira (10), no Centro Cultural da Câmara, na Praça Municipal, com as presenças do prefeito ACM Neto e da secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), Tia Eron. Também compareceram ao evento o vice-prefeito Bruno Reis, representantes de entidades sociais e formandos do projeto Rua do Bem.

Gerenciado pela Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), o projeto visa a criação de uma rede de voluntariado, fazendo com que o cidadão voluntário compreenda a importância da própria atuação na potencialização das ações que visam reduzir os índices de pessoas em situação de vulnerabilidade social na cidade. A meta do Salvador Capital Voluntária é atingir 10 mil voluntários cadastrados, ativos e envolvidos com projetos até 2020. O cadastro já pode ser feito através do site capitalvoluntaria.salvador.ba.gov.br.

O prefeito ACM Neto salientou que a rede envolverá prioritariamente as igrejas, devido a estas instituições terem, em boa parte dos casos, mais facilidade de acesso aos cidadãos e posterior inclusão deles na vida social. “Essa será a maior rede de voluntários da cidade, sobretudo na questão da assistência às pessoas mais vulneráveis da capital, como as que vivem em situação de rua e os dependentes e usuários de álcool e drogas. A gente quer envolver a cidade toda nesse processo”, afirmou, completando que a iniciativa também buscará garantir o emprego e renda dessas pessoas.

O projeto também vai capacitar e assessorar Organizações da Sociedade Civil para elaboração de projetos sociais e captação de recursos, transformando Salvador na capital brasileira com maior número de voluntários. O projeto é voltado para as áreas de apoio a mulheres; educação; esporte; saúde; arrecadação de donativos; dependentes químicos; consumo consciente; crianças e jovens; cultura e arte; pessoas em situação de rua; pessoas com câncer; pessoas com deficiência; idosos; proteção animal; e meio ambiente.

A proposta é que o voluntário atue como um empreendedor social. Serão trabalhados temas como consciência, ética, cidadania, mobilização, engajamento social, participação democrática, entre outros. Os cidadãos, igrejas, empresas e organizações sociais serão mobilizados para criação da Rede de Voluntariado. O projeto prevê ainda um selo de reconhecimento aos voluntários com notória participação, bem como para a instituição voluntária com melhores práticas.

Na ocasião, também foi realizada a cerimônia de formatura dos 22 assistidos pelo projeto Rua do Bem, uma das atividades do projeto Salvador Capital Voluntária. Primeira oportunidade de muitos ingressarem no mercado de trabalho, o Rua do Bem envolveu pessoas em situação de rua e assistidas nas unidades de acolhimento institucional.

Esta semana, foram encerradas as primeiras turmas dos cursos oferecidos de formação em cabeleireiro, barbeiro, técnico em informática e manutenção de micro, artesanato e música. As aulas foram realizadas com parceria dos Agentes de Direitos da Criança e do Adolescente do Estado da Bahia (ADCAEB).

Entre as iniciativas do projeto Salvador Capital Voluntária está o selo “Sou do Bem”, que tem o objetivo de reconhecer e destacar as pessoas e organizações que dedicam tempo, talento e trabalho com causas de interesse social para o bem da comunidade. Será concedido certificado voluntário para entes e entidades, de acordo com o estabelecido na Lei do Voluntariado, não só respeitando a ação de formação de voluntariado, mas também o exercício da atividade voluntária.

Por meio do programa de microcrédito Crediamigo, o Banco do Nordeste estabeleceu parceria para realização do “Família Empreendedora”, que visa estimular iniciativas empreendedoras por parte dos inscritos no Cadastro Único e assistidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Empreendedores informais e de baixa renda da capital baiana terão acesso a um programa de microcrédito, cujos valores disponíveis vão de R$ 100 a R$ 15 mil. A medida atenderá a moradores de comunidades carentes e que não dispõem de outras formas de alavancar o próprio negócio.

 

Foto: Valter Pontes/Secom