Neste sábado (23), Dia Estadual de Combate à Sífilis Congênita, maternidades estaduais da capital e do interior vão realizar ações de conscientização, prevenção e testagem para o diagnóstico da sífilis em homens e mulheres.

De 2012 a 2017, a Bahia registrou mais de 5,5 mil novos casos de sífilis congênita. “A nossa meta é reduzir em 20% o número de novos casos até o fim de 2018 e eliminar todos os casos até 2021”, declarou o secretário da Saúde do Estado (Sesab), Fábio Vilas-Boas.

Na Bahia, este ano, até 5 de setembro, foram notificados 795 casos e cinco óbitos por sífilis congênita. Em 2016, durante todo o ano, foram registrados 1.798 casos com 13 óbitos. A meta inicial da Sesab é reduzir em 20% a incidência da doença em menores de um ano até 2021. Com isso, a previsão é aumentar a cobertura da testagem durante o pré-natal em 80% até dezembro de 2021.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano, surgem cerca de 12 milhões de novos casos de sífilis no mundo, sendo que a doença durante a gestação é responsável por 29% de óbitos perinatal, 11% de óbitos neonatais e 26% de natimortos. Transmitida sexualmente, a doença infecciosa tem tratamento e cura.

Na capital, das 7h às 13h, o Iperba e as maternidades José Maria de Magalhães Netto, João Batista Caribé, Albert Sabin e Tsylla Balbino, bem como o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), terão uma programação especial neste sábado (22). Serão distribuídos preservativos, panfletos informativos, rodas de conversa, além da realização de testes rápidos para o diagnóstico de sífilis e, caso necessário, início imediato do tratamento. No interior, o Hospital Geral Menandro de Faria, em Lauro de Freitas, e os hospitais Regional de Guanambi e Geral de Ipiaú promovem atividades similares.

 

Foto: Amanda Oliveira/GOVBA