O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) considera acertada a decisão tomada na noite desta quarta-feira (06/12) de reduzir a taxa Selic em 0,5 pontos percentuais. Com esse novo corte, a taxa básica de juros da economia brasileira diminui de 7,5% para 7,0% ao ano, atingindo uma nova mínima histórica – abaixo dos 7,25% observados entre o final de 2012 e o início de 2013.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inflação em baixa e o ritmo ainda lento do crescimento favoreceram a queda dos juros. “A trajetória de queda da inflação justifica novos cortes, ainda que em ritmo menor nas próximas reuniões do Copom”, afirma.

O presidente do SPC Brasil pondera, no entanto, que as incertezas de um ano eleitoral podem fazer o Banco Central a interromper o ciclo de queda. “Mesmo que a inflação permaneça sob controle, haverá as incertezas próprias de um ano eleitoral. Além disso, a agenda das reformas, que caminha para um momento decisivo, deverá influenciar a política monetária”, explica Pellizzaro.

“Hoje, existe a possibilidade de que a Reforma da Previdência seja aprovada ainda este ano. Se acontecer, cria-se um cenário muito mais favorável para mais um corte de juros em 2018, fazendo a Selic cair abaixo de 7,0% e entrar em uma nova mínima histórica”.