O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso preventivamente no âmbito da Operação Lava Jato, é o principal alvo de uma operação deflagrada na manhã desta segunda-feira (16/10) por agentes da Polícia Federal em Brasília e em Salvador, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

Um dos pontos de interrogação que a operação tenta esclarecer é se Lúcio Viera Lima tem alguma ligação com os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento emprestado ao seu irmão Geddel. A PF quer identificar a origem do dinheiro e qual seria o seu destino.

Também está sendo investigado pela operação Job Ribeiro Brandão, assessor de Lúcio e que também já trabalhou para Geddel. Para a PF, ele atuaria como “laranja” do peemedebista Lúcio Vieira Lima.

Esta foi a primeira operação deflagrada a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e autorizada pelo STF, desde que ela assumiu o posto no lugar de Rodrigo Janot.

No “bunker” de Geddel Vieira Lima, além de impressores digitais do ex-ministro e de seu assessor direto Gustavo Ferraz, a PF também encontrou um recibo assinado por uma funcionária de Lúcio, uma mulher chamada Marinalva de Jesus.

Foi o recibo assinado por Marinalva de Jesus que levou as investigações na direção do deputado Lúcio Vieira Lima.