A mesma base aliada do presidente Michel Temer que o ajudou a arquivar as duas denúncias feitas contra ele pela Procuradoria-Geral da República, por crimes como formação de quadrilha e obstrução da Justiça, não vai lhe garantir votos para a aprovação da reforma da Previdência. Foi o que ele ouviu nesta segunda-feira (06/11) durante reunião com líderes.

Portanto, um doa grande objetivos de Temer para este ano deve ter que esperar, pois a aprovação da reforma da Previdência não sairá em 2017. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto e não contou com a presença do líder do PSDB, um dos principais partidos aliados. Ao fim do encontro o vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur, (PRB-SP), disse que os aliados farão reuniões internas para, posteriormente, definir um calendário de votação.

Segundo Mansur, a base está junta, mas, às vezes, você tem temas mais difíceis, como a questão que envolve a Previdência, e os líderes ficaram de reunir suas bases para a gente fazer uma reavaliação. Para que o governo obtenha o mínimo de 308 votos necessários para aprovar a reforma, o governo deverá aceitar mais mudanças no texto.

“Acho que é importante a gente levar a proposta para a base, da necessidade de a gente aprovar a reforma da Previdência. Ela não foi deixada de lado, agora, lógico que os parlamentares terão que ser ouvidos nas suas bancadas para que a gente possa fazer uma análise geral da reforma da Previdência e também das outras pautas”, disse Beto Mansur.