Na coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira (25/09) a jornalista Daniela Lima informa que, como era esperado, a chegada da nova denúncia contra Michel Temer à Câmara acirrou disputas por cargos e levou o presidente a se envolver com os casos mais sensíveis.

O ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), cacique do PR e condenado no mensalão, disse a Temer que o partido acha pouco o Ministério dos Transportes e quer a Secretaria de Portos também. Para atendê-lo, o presidente teria que desalojar um apadrinhado do senador Jáder Barbalho (PMDB-PA), coisa que Temer prefere evitar.

No balcão de negócio tocado por Temer, foi definido que cargos do segundo escalão serão negociados diretamente com as bancadas dos partidos. O PP, que estava irrequieto, deu sinais de que ficou saciado com a superintendência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Sem pressa Aliados de Temer disseram a políticos e investidores que ainda não definiram uma estratégia para a votação da segunda denúncia por motivo pragmático. O tempo, dizem, agora conta a favor do presidente.

Ainda de acordo com a coluna, os que cobram de Temer para mantê-lo no cargo, alegam que não faria sentido afastar o peemedebista para promover uma eleição indireta em março ou abril de 2018, em meio aos preparativos para o pleito regular em outubro.

Michel Temer – Foto: Agência Brasil