“Já esperávamos pegar essa quantidade de itens ilícitos, até porque fazia um tempinho que não fazíamos essa operação no presídio inteiro, onde envolveu 45 celas e mais quatro alojamentos, e nos surpreendeu a quantidade de aparelhos celulares”. Essa foi a declaração de Renato Garlet, do diretor do Presídio Regional de Passo Fundo, no Norte do Rio Grande do Sul, onde foram apreendidos cerca de 300 celulares, drogas e objetos cortantes. E o maior absurdo é que ele continua no cargo.

Ao invés de entregar o cargo e assumir incompetência para tomar conta do presídio, impedindo que presos, muitos deles de alta periculosidade, tenham acesso a celulares e drogas, Garlet disse que a ‘operação foi exitosa’.

Isso porque além dos celulares foram apreendidos 29 facões, 26 facas, 24 estoques – facas feitas artesanalmente por detentos – e 18 munições de calibre 38, entre vários outros objetos, como uma escada para alpinismo e uma máquina de tatuagem.

Como argumentação para justificar o grande número de celulares encontrados com os presos, Renato Garlet disse que os objetos são arremessados para o pátio da penitenciária. “Há um projeto de cobertura dos dois pátios e de uma reforma dos pátios para que fazer com que esses itens ilícitos não entrem na casa prisional”, disse o diretor.