No próximo domingo, 7, é dia de eleições em todo o Brasil. As urnas eletrônicas usadas no Brasil são alvo de muita desconfiança e polêmica, mas o sistema de votação por meio de dispositivos eletrônicos é realidade em pelo menos 35 países.

O número é do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Eleitoral (IDEA, na sigla em inglês). O órgão, sediado em Estocolmo, na Suécia, acompanha os sistemas de eleições democráticas em quase todos os países do mundo.

A lista de países que usam especificamente urnas eletrônicas para registro de votos, sem incluir um voto em papel com objetivo de futura auditoria, inclui França, Itália, Estados Unidos, Canadá, Índia, Coreia do Sul e muitos outros.

No entanto, vale destacar que nem todos esses países usam urnas eletrônicas em todo lugar ou para toda eleição, como faz o Brasil. Há também múltiplos sistemas de voto eletrônico usados pelo mundo, como impressoras eletrônicas de voto em papel e até sistemas pela internet (em casos raros e bem específicos).

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No Brasil, a urna eletrônica é usada desde 1996. Cinco modelos de aparelho já foram usados: UE98, UE2000 (ambos com sistema operacional VirtuOS), UE2002, UE2004 e UE2006 (com Windows CE). A partir das eleições de 2008, adotou-se uma única plataforma, baseada no software livre Linux.

A urna brasileira também já foi emprestada a outros países em parcerias de troca de conhecimento, e chegou a ser usada no Paraguai em eleições de 2001, 2003, 2004 e 2006. Atualmente, porém, o software e o hardware da máquina criada no Brasil são utilizados apenas por aqui mesmo.

Como funcionam as urnas eletrônicas nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, alguns estados usam urnas eletrônicas em algumas eleições e localidades. Não é uma ferramenta difundida por todo o país, como no Brasil. Por lá, apenas sete estados utilizam um dispositivo de votação que não acompanha uma cédula em papel.

Vamos pegar o exemplo da Flórida, um dos estados com maior concentração de brasileiros e que também adota o voto eletrônico. Por lá, há nada menos do que seis modelos de urna diferentes, feitos por empresas privadas, usados em diversas cidades, condados e distritos, cada uma com sua particularidade.

De um modo geral, a maioria funciona de maneira semelhante à da iVotronic, a urna utilizada em Miami, capital da Flórida. A máquina é basicamente como um terminal de autoatendimento, ou um caixa eletrônico de banco, com direito a tela sensível ao toque e um cartão de memória flash onde os votos ficam registrados.

O mesário precisa ativar a urna usando um cartucho de autenticação. Em seguida, o eleitor seleciona na tela o seu idioma de preferência (normalmente inglês ou espanhol), toca nas opções de voto e aperta um botão verde de “confirma”. O método, em si, não é muito diferente do Brasil.

Fonte: Olhar Digital