O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira (8), primeiro dia após a votação do primeiro turno, que vai conversar com as forças democráticas do país em busca de alianças para o restante da disputa. Ele também elogiou adversários derrotados, como Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB).

Haddad foi para o segundo turno com 29% dos votos válidos. Ele vai concorrer com Jair Bolsonaro (PSL), que teve 46%. Haddad deu entrevista para a imprensa em Curitiba após visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso no prédio da Polícia Federal desde abril.

Ciro, Marina, Alckmin e Meirelles até o momento não declararam apoio no segundo turno. Ciro disse que não vai apoiar Bolsonaro, mas ainda não se posicionou sobre Haddad. Alckmin disse que vai analisar o segundo turno em reunião do PSDB na terça-feira (9).

“Acho que o Ciro Gomes, com 3 campanhas presidenciais, é uma pessoa de alta respeitabilidade. Marina Silva. Geraldo Alckmin, posso discordar, divergir, mas nunca deixe de respeitar. Não falo isso pós eleição. Falo isso há muitos anos. Eu tenho respeito por essas pessoas. Meirelles, que foi presidente do Banco Central”, disse Haddad.

Ele falou também que está “mantendo contato” com governadores do PSB com quem tem relação de “amizade política”.

““Vou conversar com as forças democráticas do país, representadas por algumas candidaturas, sim. Citei Ciro Gomes, Guilherme Boulos, estou mantendo contato com alguns governadores do PSB com quem eu tenho longa relação de amizade política. Falei com Paulo Câmara (PE). Vamos falar com Carlos Siqueira , presidente do PSB. Temos todo o interesse em que as forças democráticas progressistas estejam unidas em torno desse projeto de restauração, de um projeto de desenvolvimento com inclusão social”, completou Haddad.

Temas do segundo turno
O candidato do PT afirmou que, na opinião dele, um dos principais temas a ser discutidos no segundo turno é o modelo econômico. Ele disse que a disputa opõe a proposta petista, de bem-estar social, e a de Bolsonaro, que Haddad classificou como neoliberal.

“Não pode ter tema tabu numa campanha. Temos que discutir todos. O que eu penso que vai nortear o 2º turno é o modelo econômico. O neoliberalismo que ele propõe e o Estado de bem-estar social que propomos”, afirmou.

Haddad também criticou proposta do adversário de facilitar o acesso às armas para a população.

“Armar a população é desonerar o Estado de proteger o cidadão”, disse. “Armar a população vai acarretar mais morte, e lucro para quem produz arma, mas não vai melhorar a segurança”, concluiu Haddad.

Fonte: G1