Rodrigo Janot enviou ao Supremo Tribunal Federal a colaboração do corretor de valores e operador financeiro do PMDB Lúcio Funaro nesta terça-feira (29). É esperado que a homologação do acordo ocorra ainda nesta semana pelo Ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF.

Considera-se certo que a força-tarefa da Lava-Jato na PGR vai apresentar nova denúncia contra o presidente Michel Temer, tomando também como base a delação de Lúcio Funaro. Os depoimentos de Funaro teriam ajudado a descortinar o funcionamento de uma suposta organização criminosa capitaneada por figuras centrais do PMDB, como Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco para a realização de irregularidades junto à Caixa Econômica Federal, incluindo favorecimento a empresas em empréstimos, que teriam um percentual de repasse aos membros do partido.

Em Brasília, o Governo já prepara sua defesa nas frentes jurídica e política. Muitos opositores de Temer acreditam que a denúncia tende a ser ainda mais sólida que a anterior (ancorada na delação de Joesley Batista, da JBS), complicando significativamente a situação do presidente. Os políticos mais próximos ao chefe do Executivo nacional procuram demonstrar tranquilidade e segurança de que a nova denúncia também não prosperará.

Resta saber a força das informações de Funaro que sustentarão a eventual peça da PGR e a repercussão dos fatos que venham a permear essa possível denúncia. Até lá, o que se tem são apenas conjecturas.

Foto: Alexandre Schneider/Veja