Por 9 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal manteve Rodrigo Janot com atribuição para atuar nos inquéritos e eventuais processos envolvendo Michel Temer. Não participaram da sessão os ministros Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso.

O pedido da defesa de Temer era de que o atual PGR fosse considerado suspeito para agir como membro do MP por alguns fatos e ações de Janot, que indicariam problemas de parcialidade. Os ministros que votaram foram unânimes em declarar que não estava presente no caso julgado nenhum dos motivos para suspeição previstos no direito processual brasileiro, como a inimizade pessoal entre o membro do MP e o investigado.

Janot, deste modo, segue autorizado para propor eventuais denúncias e outras medidas contra Michel Temer. A expectativa é que ele apresente uma nova petição inicial de natureza criminal contra o presidente antes do fim do seu mandato como PGR, que se encerra no próximo domingo.

Ou seja: como disse o procurador-geral em entrevista recente, suas flechas ainda podem ser atiradas até a sexta-feira. A partir de segunda, Raquel Dodge assume o cargo principal do Ministério Público Federal.

Foto: Edson Fachin, relator do caso (Pedro Ladeira/Folhapress)