A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), indeferiu liminarmente nesta quinta-feira (13) o pedido de habeas corpus em favor do ex-governador do Paraná Beto Richa e da mulher dele, Fernanda.

Com isso, eles seguem presos no Regimento da Polícia Montada, da Polícia Militar (PM), em Curitiba.

O pedido foi feito pelos advogados na manhã desta quinta-feira, depois que o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) já havia negado a soltura dos dois, na noite de quarta-feira (12).

Beto e Fernanda Richa foram presos na manhã de terça-feira pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organização (Gaeco), na capital paranaense, em operação que investiga o pagamento de propina por meio do programa estadual Patrulha do Campo, que faz a manutenção das estradas rurais.

Operação do Gaeco
A investigação do Gaeco apura o pagamento de propina a agentes públicos, direcionamento de licitações de empresas, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. O MP-PR não informou quais suspeitas recaem sobre Beto Richa.

Como a caso está sob sigilo, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, não pode detalhar a operação, batizada de “Rádio Patrulha”.

Batisiti explicou que o programa Patrulha do Campo era um serviço que consistia na locação de máquinas pelo Governo do Paraná para a conservação de estradas rurais.

O que dizem os investigados
Beto Richa nega as acusações. Ele afirmou, por meio da assessoria do PSDB, que está sofrendo muito e que enfrenta com serenidade e confiança qualquer acusação. Veja a nota na íntegra:

“Enfrento com serenidade e confiança qualquer acusação, mas devo dizer que eu e minha família estamos sofrendo muito com o julgamento antecipado que nos está sendo imposto. Sou um homem público há mais de duas décadas, com a mesma honradez. Tenho a consciência em paz e sei que, no devido tempo, a verdade sempre se impõe. Garanto a você, que me conhece e para quem exerço com responsabilidade a vocação que Deus me deu: nada devo e sigo confiando na justiça.”

O advogado de Fernanda Richa disse que ela é inocente e que confia na Justiça. A defesa disse ainda que Fernanda sempre esteve à disposição para contribuir com eficiência nas investigações a que foi chamada a responder e que a prisão é excessiva, inadequada e desnecessária.

Fonte: G1