Recentemente, os fundadores do Instagram deixaram o Facebook por desentendimentos sobre a forma como a rede social de fotos deveria funcionar. Não precisou nem um mês para que a saída dos executivos começasse a apresentar seus resultados, com a descoberta de um novo recurso que promete compartilhar a localização dos usuários do Instagram e integrá-las ao Facebook.

A informação foi descoberta por Jane Wong, desenvolvedora que tem o hábito de destrinchar aplicativos atrás de recursos inativos e ocultos. Em sua descoberta, reportada pelo site TechCrunch, ela notou que a informação de localização coletada pelo Instagram iria parar no Registro de Atividade do usuário no Facebook, com direito a um mapinha de onde você esteve.

Na prática, isso significa que mesmo que você não esteja com o Instagram aberto, o app compartilha seus dados com o Facebook, com o mesmo objetivo de sempre: conhecer melhor seus hábitos para melhorar o direcionamento de publicidade e sugerir conteúdo relacionado à sua localização.

Como é comum nestes casos, a empresa não confirma nem desmente a situação. “Nós não introduzimos atualizações nas nossas configurações de localização. Como você sabe, regularmente trabalhamos em ideias que podem evoluir com o tempo ou podem não ser testadas ou lançadas. O Instagram não armazena atualmente um Histórico de Localização; manteremos as pessoas informadas sobre quaisquer mudanças no nosso histórico de localização no futuro”, diz um representante da companhia quando questionado pela publicação.

Apesar da resposta vaga, as capturas mostram de forma bastante evidente o plano do Instagram. A descrição do recurso mostra que o objetivo é mesmo compartilhar a informação de localização com o Facebook.

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A questão agora é saber quando esse recurso será ativado, se de fato o Instagram não decidir reverter essa decisão. É importante observar se a função será ativada de forma opcional, de forma que o usuário só será afetado se decidir compartilhar esses dados, ou se o monitoramento começará de forma silenciosa, forçando o usuário a fuçar as configurações para desativá-lo.

Fonte: Renato Santino – Olhar Digital